"Amnésia" é um puta filme dirigido pelo ótimo Christopher Nolan em 200, bem antes do sucesso com "Batman" e "A Origem".
O legal do filme é que você em princípio se perde um pouco (recorrente?), onde sequências em preto e branco se intercalam com sequênciasw coloridas, umas ondo pra frente e outras pra trás, num cronologia bizarra e misturada.
O filme conta a história de um cara que acorda um dia num hotelzinho todo tatuado, cheio de anotações também tatuadas e mais fotos, e ele não se lembra de absolutamente nada. E daí vai!
Falando com um amigo esse dias, me lembrei que tenho um dvd desse filme com um extra interessante: o filme montado com a cronologia "correta".
Pra quem já viu, é interessante ver. Eu achei no youtube uma outra edição do filme que parece ser bacana também.
1h30 - e o Spielberg entregando prêmio de melhor filme pra "O Discuro do Rei". Montaram todos os filmes com o off do próprio discurso, meio rude, mas foi lindo.
1h18 - Sandra Bullock , bonitona, e os atores. O legal é que tem um papo sobre os caras. E quem ganha é o Colin Firth. Desculpa, mas ninguém melhor que ele esse ano.
1h10 - Jeff Bridges, meu herói, velhinho, com clipes dos filmes de todas as atrizes, dando Oscar de atriz pra Natelie Portman, claro. Merecidíssimo. Chorando, fofa, gravidona.
1h04 - Annete Bening, eu te amo.
1h00 - Hillary Swank apresentando Kathryn Bigelow pra dar Oscar de diretor. A muié ganhou Oscar mas não sabe se vestir. E quem ganha é Tom Hooper. Minha aposta.
0h42 - Jennifer Hudson, Florence e a Gwyneth cantando as coisas chatas.
0h30 - Jude Law e o Homem de Ferro apresentando efeitos especiais e ganha "A Origem", obviamente! E edição ganha "A Rede Social".
0h26 - Billy Cristal? Mas ele tá engraçado.
0h19 - Oprah vai entregar o prêmio de documentário! Ai ai ai. O Vik Muniz tá lá. Mas ganhou o "Trabalho Interno", falei dele essa semana. É bom mas é chatinho. Que bosta!
0h18 - o autotune arrasando no Oscar.
0h11 - Jake Gyllenhall e Amy Adams LINDOS apresentam os curtas documentários e ficção. Esses eu não vi nenhum.
00h01 - Kevis Spacey, cantando, apresenta canção. O saco é o povo cantando. Pra que mesmo?
23h57 - Figurino ganha "Alice", merecidamente.
23h54 - Cate Blanchet, linda obviamente dá o Oscar de maquiagem pra "Lobisomen", um dos piores filmes da vida, mas o make é fodão.
23h53 - Marisa Tomei tadinha, né?
23h45 - 2 michês entregando o prêmio: Scarlett Johanson e Matthew MacCounecu entregando edição de som direto pra "A Origem" com beijo lesbiano e tudo. E edição de som foi pra "A Origem" também. Yeah.
23h39 - Hugh Jackman e Nicolle Kidman apresentando som: Trent Reznor ganha com o Atticus Roz pro "Rede Social". E o Trent é o cara mais fodão de todos.
23h29 - a Reese linda e chata entregando Oscar de ator coadjuvante pro Christian Bale, obviamente. Como eu escrevi no meu post, as únicas coisas boas do filme são os coadjuvantes.
23h25 - os atores de Arthur estão apresentando o Oscar de filme estrangeiro e ganhou o dinamarques "In A Better World" da chata da Susanne Bier.
23h24 - James Franco tá de drag. arrasando.
23h23 - tive que dar uma "saidinha" e foram premiados "Toy Story 3" como melhor animação, "Rede Social" como roteiro adaptado e "O Discurso do Rei" como roteiro original. Yay!
22h50 - Kirk Douglas todo cagado, sem conseguir falar direito, apresentando Oscar de atriz coadjuvante. bonitinho, mas meio preguiça. Chato. E ganha Melissa Leo, de "O Vencedor".
22h46 - Tom Hanks entrega prêmio de fotografia pra "A Origem".
22h44 - Tom Hanks apresentando, com cara de bobo, o prêmio de Direção de Arte pra "Alice" do Tim Burton. meu preferido.
22h41 - Anne Hathaway tá muito bem e o James Franco tá estranho, nervoso pra caralho. Ano que vem ela deve voltar e ele não.
22h31 - olha o Oscar copiando o MTV movie awards com essa edição, mas é muito bom, James Franco e Anne Hathaway no meio dos filmes favoritos.
22h22 - o Oscar já tá atrasado, imagina o que não vem por aí. Tem um monte de gente linda e bem vestida, mas que no fundo é um bando de ator maconheiro, néam? Vamoae!
21h12 - chatinho demais esse tapete vermelho... mais do mesmo...
20h47 - começando os trabalhos, com cerveja, pipoca e sorvete na casa da Dani, por enquanto vendo a mulherada no tapete vermelho no E! com a pior dubladora do universo!
Sim sim sim, "O Discurso do Rei" é (eu pasmado) meu filme favorito dos que disputam o Oscar.
Gosto sim de "Cisne Negro", de "A Origem", de "Bravura Indômita", até do "Toy Story 3", mas esse filme inglês me deixou de queixo caído.
O filme conta a história de George VI, o rei que foi porque seu irmão mais velho, sucessor ao trono, trocou a coroa por uma americana e pela vida boa. Isso já daria uma história boa de ser contada, mas pra piorar (ou melhorar cinematograficamente) a situação, George VI era gago.
O cara foi o pai da atual rainha inglesa, a Elizabeth, marido da rainha mãe, a amante do gin tônica que morreu há pouco. E reinando logo depois da Segunda Guerra mundial, com o país aos frangalhos, tinha que passar confiança a todo um reino, porque o Reino Unido não era só formado pelos países da ilha de Albion, mas por países que se espalhavam pelos 4 cantos do mundo, como a gente vê na cena do principal discurso do rei.
O filme conta magistralmente a história das aulas que o então príncipe recebia para tentar melhorar a gagueira: sua esposa (Helena Boham Carter dando um show), depois de tentar tudo que lhe indicam, acha um médico/professor (vivido pelo ótimo Geoffrey Rush) que dá aulas a um príncipe fragilizado por ser gago e por ser o segundo da linhagem de trono, alguém que nunca vai chegar lá e não está tão preocupado com isso, como ele mesmo diz. Ninguém melhor do que Colin Firth para esse papel, o ator que sempre tem cara de bobo, de janotinha, de sem graça. Mas um ator menor não conseguiria segurar toda a onda e dar a volta por cima.
O diretor Tom Hooper se mostra um geniozinho da decupagem, do movimento de câmera e do enquadramento. O futuro rei, o personagem principal do filme, sempre está no meio do quadro, enquadrado como numa moldura, já todos os outros personagens sempre estão nos cantos, súditos da película.
Firth nunca foi dos meus atores preferidos, talvez por essa vibe bunda mole dele. Mas ele não poderia ter encontrado melhor personagem que um prícipe inglês bunda mole para brilhar. Prícipe que sem uma mulher forte e determinada como sua esposa, provavelmente não teria chegado onde chegou. E o diretor Hooper faz questão de mostrar o poder que a rainha tinha e achou a perfeição em Helena.
Pra completar, só babar um pouco sobre Geoffrey Rysh, o australiano que rouba quase sempre os filmes que faz, mas nesse caso, o brilho do rei o ofuscou, mas não minando o seu próprio brilho no filme.
De novo, Tom Hooper é meu mais novo ídolo, um diretor que se mostra inventivo, firme e ao mesmo tempo discreto, sem querer aparecer demais.
Ah, e tenho quase certeza que a cena que vão mostrar quando indicarem o nome de Colin Firth no Oscar vai ser a cena da preparação vocal do Rei no final do filme, para seu grande discurso, digna sim de todos os prêmios que vem arrebatando.
Só um adendo bizarro: hoje me deparei pela internet com uma descoberta absurda, de que a locação do cenário principal do filme já foi usada num filme pornô gay inglês! É engraçado ver que o cenário mais bonito do filme já existia antes, foi um trabalho a menos para o diretor de arte. Se quser ver a comparação, clique aqui, mas saiba que é absolutamente NSFW.
I AM LOVE - não passou por aqui. É um filme italiano produzido e estrelado pela Tilda Swinton, uma mistura de Pasolini e Buñuel, numa vibe de que algo está prestes a acontecer e você tenta adivinhar o quê e quando (não) acontece, você se surpreende. Um tour de force da melhor atriz do cinema moderno, na minha modesta opinião, com a melhor direção de arte e fotografia do ano.
A ORIGEM – não tem jeito, o Nolan é bom demais. Filme estranho, roteiro doido, montagem absurda, elenco ótimo com o DiCaprio fazendo as honras mas quem realmente se destaca no filme é o ingles Tom Hardy, o novo super-star do cinema, guardem minhas palavras.
VALHALLA RISING – filme ingles que também não passou por aqui, do diretor de “Bronson” da minha lista de melhores do ano passado. A pré-história inglesa, ou quando os cristãos tentam tomar os últimos povoados da Bretanha e encontram uns absurdos pela frente. Elenco genial sob o commando de um dos grandes diretores do cinema moderno Nicolas Winding Refn.
INTO THE VOID – quando acabei de assitir esse filme eu pensei: quero tatuar o título na minha testa. É uma porrada na cara! O sempre doidão Gaspar Noé, diretor do filme, nos conduz a uma viagem for a do corpo por uma viagem de drogas. Entendeu? Não? Baixe o torrent e veja, porque obviamente não passou por aqui.
MINHAS MÃES E MEU PAI – título bizarre, filme bacana. Indiezinho Americano sobre um casal de lésbicas com 2 filhos adolescents que resolvem saber quem é seu pai biológico. Draminha engraçado, direção fofa, elenco bem bacana com destaque pra Anette Bening e trilha ótima cheia de David Bowie.
O ESCRITOR FANTASMA – como eu disse aqui no blog, apesar do bode que eu tenho pelo Polanski e tal, não dá pra não achar esse filme incrível. Direção de arte linda, direção de atores impecável, história ótima, resumindo, filmaço.
VINCERE – filmaço e filmão. Tem cara de clássico, de filme onde o diretor perde tempo pensando no plano que vai fazer, na luz, no cenário. A história do amor proibido de Mussolini (vivido por um Fillippo Timi super inspirado) com a mão pesada no melhor sentido do diretor Marco Bellocchio.
SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO – o filme mais divertido do ano, mais que Toy Story 3. Quando a HQ fica até melhor na tela grande do que no papel. E a trilha sonora, por favor!
CENTURIÃO – o filme é quase bom, mas o Michael Fassbender como um centurião perdido pela Inglaterra é algo a ser lembrado. Vale a pena.
MOTHER – A BUSCA PELA VERDADE – é uma porrada no estômago. Filme coreano, do diretor do ótimo terror “O Hospedeiro”, o filme ocnta a história de uma mãe pirada e pirando cada vez mais pra tentar provar que seu filho estranho é inocente de um assassinato. Show de interpretação da atriz principal Kim Hye-Ja.
UM PROFETA – filme francês do ano e um dos top 3 pra mim, conta a história de um filho de árabes analfabeto que vai preso e pra sobreviver na cadeia “trabalha” pros Mafioso italianos presos numa educação “sentimental” como nenhuma outra. Lindo!
REINO ANIMAL – já falei aqui, é o filme que deveria ser brasileiro, sobre pobres e bandidos e que ganhou Sundance esse ano. Só pela interpretação da matriarca do clã de desajustados já vale.
O PECADO DE HADEWIJCH – Bruno Dumont é o diretor francês dessa pérola e um dos grandes diretores vivos pra mim. Só faz filme estranho, num ritmo absurdamente própria, sem concessões e sempre lindos e tristes e absurdos. Esse passou aqui no cinema.
3 Documentários:
CATFISH – o documentário que parece que é uma farsa, como eu já falei aqui, mas que vale a pena o download.
EXIT THROUGH THE GIFT SHOP – esse deve estrear por aqui ano que vem, o documentário sobre o grafiteiro pop star Banksy que vira o documentário sobre o cara que tá fazendo o doc do Banksy e que resolve virar grafiteiro e vira super star. Muito bom.
THE WILD AND WONDERFUL WHITES OF WEST VIRGINIA – imagine uma família cagada, podre, de bandidos e pessoas sem a menor noção de convivência e decência. Esses são os White, o cúmulo do white-trash do sul dos EUA. Só pra dar uma ideia do que rola, uma das mulheres da família na maternidade, acabou de dar a luz a uma menina, deixa o nenê chorando porque está cheirando cocaine na mesinha de cabeceira do seu quarto. Finesse!
LIXOS SUPER VALORIZADOS:
TETRO – o Coppola tá gagá, né? Filme chato, historinha pra boi dormir, tentando criar uma estética copiando ele mesmo? Oi? Alguém avisa! Deixa a tua filha fazer filme ruim, e volte a cuidar dos vinhos!
SOMEWHERE - o filme da Sofia, a filha do gagá aí de cima, que todo mundo adora e eu acho chata desde sempre. Mais um filmeco da família. Vamos ver se o Roman recupera o mojo!
MACHETE - Robert Rodriguez é um dos meus heróis, mas dessa vez ele errou na mosca. Filminho chato e repeteco de um monte de coisas que ele já fez. Preguiça é foda!
HOWL – um dos filmes que eu mais queria ver esse ano no fundo é chato, pretensioso, apesar de bonitinho.
A REDE SOCIAL – o filme que todo mundo ama e que eu vi 2 vezes e achei fraquíssimo. daqueles que se ninguém assistir não vai fazer a menor diferença. Apesar de que a trilha pra mim é a melhor do ano disparado e a sequência da corrida de remos na Inglaterra é tudo o que o filme deveria ser mas ela dura 5 minutos num filme de mais de 2 horas.
Filmes que não consegui ver ainda, mas que acho que vou gostar: CISNE NEGRO, WINTERS BONE, THE RABBIT HOLE, CARLOS, NEVER LET ME GO, RESTREPRO.


