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[Molotov21] Bootie Rio recebe o projeto inglês The Kleptones e Lucio K
17.09.10 18:301 comentário

bootie

 

Vem aí mais uma Bootie Rio, dia 17 de setembro no Fosfobox, que conta com a mega atração The Kleptones, o pesadelo da indústria do copyright. O cara de Brighton que tem mais de um milhão de downloads na internet e já ganhou até prêmio da Academia de Artes Digitais e Ciências de Nova York, ao lado de Gorillaz e Beastie Boys.

 

OUÇA A MIXTAPE LADRÕES DE MÚSICA:

 

MIXTAPE BOOTIE RIO LADRÕES DE MÚSICA by bootierioladroesdemusica

 

Nunca acredite na originalidade. Se existe um artista que pode questionar as leis de copyright e os limites inventivos da arte de samplear é o inglês Eric Kleptone, que roubou o nome artístico do conterrâneo Eric Clapton para colocar, na rede, um dos trabalhos mais criativos quando se fala em cultura mashup e bootleg. Ele é a atração da quinta Bootie Rio, a festa cem por cento mashups que tem tomado o Fosfobox, uma vez com mês, com os principais nomes de DJs e produtores do setor, brasileiros e internacionais, como João Brasil, André Paste, A plus D, Schmolli, Brutal Redneck, Faroff e o carioca Lucio K, residente. Até o final do ano, ainda passam pela pista da festa Mashup Germany (1 de outubro) e Morgoth (5 de novembro), os residentes da Bootie Berlin, e Faroff (17 de dezembro), o brasileiro da Bootie Boston que é fenômeno no You Tube.

 

Pra completar, ainda tem Billy, the Kid, Fernando Schlaepefer e André Pipipi, na pista 2, no Fosfobar, mostrando as novidades dos melhores blogs de mashups do mundo. Cem ingressos antecipados a R$ 20 começam a ser vendidos na segunda-feira, dia 6 de setembro, na Reserva de Ipanema. 

 

Leia aqui a entrevista feita pelo DJ Billy, the Kid com Eric Kletone

 

Saiba mais sobre os artistas desta edição:

 

klepTHE KLEPTONES

 

Mash­ups, cultura remix, bastard pop, colagem de áudio do século 21, chame como quiser, The Kleptones representa a vanguarda da próxima onda do sample musical. Enquanto as leis de copyright dizem que sua obra não pode ser feita ou colocada à disposição legalmente, Eric Kleptone - nome que parodia o guitarrista Eric Clapton - olhou para a web e lançou seus discos on-line e gratuitamente, atingindo mais de um milhão de downloads em seu site e em outros endereços entusiastas da cultura mashup. 

 

A "banda" atingiu sua marca de downloads em 2004, com "Yoshimi Battles The Hip­Hop Robots", que misturou o sucesso Flaming Lips com vocais de álbuns de rap e hip hop. O sucesso estimulou o artista da costa sul da Inglaterra, de Brighton, a desenvolver seu trabalho e lançar "A Night At The Hip­Hopera", desta vez levando o universo do rap e do hip hop à música do Queen, com pitadas de trechos de alguns filmes. O álbum ganhou uma horda de fãs, páginas e páginas de clipping e uma acão na Justiça movida pela Disney, detentora do catálogo da banda de Freddie Mercury nos Estados Unidos.

 

Em 2005, Eric Kleptone lança "From Detroit To J.A.", fundindo R&B e rap, para a rádio XFM, de Londres, ganhando o prêmio de artista do ano na Webby Award, ao lado de Gorillaz, Trent Reznor e The Beastie Boys, conferido pela Academia Internacional de Artes Digitais e Ciências, de Nova York. A instituição declarou que o grupo atingiu um novo nível criativo, mesmo sendo um renegado da internet. "O som dele é totalmente doente", declarou Mike D, do Beastie Boys, na época.

 

O álbum duplo " 24 Hours" veio logo depois, em 2006. Eric rodou o mundo, acrescentando ao seu show artistas performáticos, câmeras ao vivo e mixagem de vídeos ao vivo. Tudo isso foi documentando no álbum “Live’r Than You’ll Ever Be”, de 2007.

 

Tanta atividade cultural e produtividade on-line colocou Eric Kleptone cara a cara com o vice-presidente da EMI, David Munns, em 2008, na conferência O’Reilly Web 2.0, em San Francisco, aonde discutiram a música on-line e o direito de samplear. Tudo para preparar o terreno para o lançamento de outro álbum duplo, “Uptime/Downtime”, em janeiro deste ano, 2010, quando ainda lançou mais dois discos, “B­sides” e “Shits & Giggles”, só com faixas não-lançadas que ele não sabia aonde enfiar e que não caberão em seu próximo trabalho.

 

"Este cara é o pesadelo da indústria do copyright", resumiu a Reuters. "Isso é a declaração de algo novo e importante que faz a transição de antigos a novos modelos. É poderoso, inteligente, toda essa coisa que a música supõe ser", disse John Batelle, co-fundador da Wired Magazine. "The Kleptones acreditam que o compartilhamento de arquivos chegou ao seu melhor momento. Aproveitem a sua extravagância musical enquanto podem", escreveu Sean Dodson, do Guardian.

 

LUCIO K

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Pioneiro na produção de mashups no Brasil, com faixas que datam dos anos 80, o DJ e produtor Lucio K, residente da Bootie Rio, apresenta, nesta edição da festa, pela primeira vez no Brasil, um live no qual manipulará centenas de intrumentais e acapellas (vocais) de músicas ao 
vivo, usando Ableton live e um controlador Akay APC40. A ideia é não deixar ninguém parado e derrubar barreiras entre estilos musicais, como acústico, eletrônica, rock, reggae, soul, swing e ritmos brasileiros, com batidas e percussões de ritmos como funk carioca, samba e maracatu. A performance teve sua estreia em dois grandes festivais alemães, em agosto, o Juicy Beats e S.O.M.A..

 

 

A festa custa R$ 35, preco que cai para R$ 25, até 1h, e R$ 30, depois, pra quem escreve para bootierio@gmail.com.

 

 

SOBRE A BOOTIE


Criada em 2003 pelo casal de DJs e produtores musicais Adrian & the mysterious D (A + D), em São Francisco, Estados Unidos, a Bootie foi a primeira festa no mundo dedicada a tocar apenas mashups e bootlegs, misturas musicais na qual o vocal de uma música é mixado à base de outra, promovendo inusitados encontros. Hoje, é a maior festa de mashups do mundo, com sede em São Francisco, no DNA Lounge, e festas em 17 cidades de quatro continentes, como Los Angeles, Nova York, Boston, Portland, Berlin, Munique, Vienna, Paris, Brisbane, Londres, Helsinki, Cingapura, Irlanda, Hamburgo e Balcãs.

 

O QUE É MASHUP


Quando duas ou mais músicas são usadas para a criação de uma nova música.

 

SERVIÇO


17 de setembro, 23h, Fosfobox, Rua Siqueira 143, Copacabana - Tel.: 2548-7498

The Kleptones (Brighton/Reino Unido), Lucio K, Billy, the Kid, Schlaepfer e André Pipipi

 

Preços:

R$ 35, na hora

Cem ingressos antecipados a R$ 20 na Reserva (Maria Quitéria 77 loja F - Tel.: 2247-5980) de Ipanema, a partir do dia 6 de setembro

 

Lista a amiga a R$ 25, até 1h, e R$ 30, depois, no bootierio@gmail.com, até 18h do dia 17 de setembro

 

MIXTAPES DA FESTA

 

MIXTAPE BOOTE RIO ROCK

MIXTAPE ABALOU TILL GET ENOUGH

BEST OF BOOTIE RIO I

MASHUPS 00 vs. 00

MIXTAPE PIZZA SAMBA

 

CANAIS DA FESTA

 

SITE

BLOG

TWITTER

FACEBOOK

SOUNDCLOUD

 

SERVIÇO INGRESSOS ANTECIPADOS

 

Reserva Ipanema

Maria Quitéria 77 loja F - 2247-5980

Categoria: Festas
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[Molotov21] Bootie Rio está de volta ao Fosfobox essa sexta
13.07.10 20:30Deixe seu comentário

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Vem aí a Bootie Rio número três! A festa 100% mashup de Fabiano Moreira está de volta ao Fosfobox, e dessa vez o grande homenageado será o rei do pop: Michael Jackson. Logo na porta você já vai dar de cara com o mestre, provavelmente batendo um papo com Carmen Miranda. Para entrar, basta pagar R$ 35, na hora. Eu recomendo que você compre o ingresso antecipado a R$ 20 na Jelly (Visconde de Pirajá 529 - Tel.: 3813-9328) e na Reserva (Maria Quitéria 77 loja F - Tel.: 2247-5980) de Ipanema.

Para comendar o som da pista, a festa recebe o carioca radicado em Londres João Brasil, com os resultados para as pistas do projeto 365 mashups, no qual o produtor tem postado um mashup por dia em seu blog, além do DJ Chernobyl, mentor da mistura de funk carioca a outros ritmos que apresenta set com mashups autorais, muitos deles feitos especialmente para a festa. Tudo isso na pista principal, comandada pelo residente Lucio K. No segundo andar, Billy, the Kid, Schlaepfer e André Pipipi prestam uma homenagem ao rei do pop com um longset só com mashups de Michael Jackson. O DJ André Pipipi, convidado especial desta edicão, conquistou a produção da festa depois de enviar, durante três meses, um mashup por dia para o tuíter da Bootie Rio.

A experiência da mistura de músicas dos mashups também é levada ao segundo drinque especial da festa, desenvolvido pelo barman do Meza Bar, Gustavo Stemler, utilizando a técnica da emulsão da mixologia molecular. A Cuba Libre encontra o Sex on the beach: o barman criou uma espuma de Cuba Libre, por meio da redução de Coca-cola e Rum Havana 7, e ressaltou as características mais refrescantes do Sex On the Beach. O drinque está à venda no Meza Bar e também no dia 16 de julho, no Fosfobox.

A Bootie fez sua estreia com a dupla A plus D, de San Francisco, e o menino prodígio André Paste, de Vitória, recebendo ainda Faroff, Gorky e Leo Justi em sua segunda edição. CDs com mashups, tapa-olhos e stickers são presentes certos para os frequentadores, além de surpresas que acontecem a cada edição, como as passistas que sambavam ao lado de Storm Trooper na abertura do set do Faroff, na última festa. Tudo está por misturar!

 

Confira o release das atrações:

 

JOÃO BRASIL

 

joaobrasilJoão Brasil fez uma promessa diferente de fim de ano: fazer um mashup por dia, em 2010, seguindo a ideia do calendário musical de Hermeto Paschoal. O resultado, dá pra conferir, diariamente, no blog 365 mashups, aonde ele já misturou Beatles e Tom Jobim ao funk carioca, levou Jay-Z à Bahia e colocou Michael Jackson em cima do trio elétrico de Ivete Sangalo. Polêmico, ele gosta de fazer mashups que questionam os limites do bom gosto, contrapondo ritmos regionais e periféricos à música pop internacional.


Formado pela Berkeley School of Music, João tem dois discos lançados, "8 hits", que teve o sucesso Baranga catapultado a Domingão do Faustão, MTV, Saia Justa e, claro, aos campos livres do Youtube, e "Big Forbidden Dance", quando lançou o conteúdo na internet e também abraçou de vez as carreiras de DJ e produtor ao misturar 130 samples em nove faixas. Tem de Sepultura a Justice, Kaoma, Funk, Guns'n'Roses, Snoop Dogg, Queen e Roberto Carlos, uma espécie de Girl Talk nacional.


No Youtube, seus videos são um sucesso com mais de 400 mil acessos, com misturas até de depoimentos jornalísticos a funk, como no mais acessado deles, o Funk de Dado e Luana, que rendeu 130 mil cliques.João cria videoclipes para suas próprias músicas e remixes para outros artistas, além de colagens visuais na mesma linha do seu som. O remix oficial de Cansei de Sey (CSS) e N.A.S.A. foi parar no blog do produtor e líder do CSS, Adriano Cintra, como o melhor remixe já feito para a banda.

 

DJ CHERNOBYL

 

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Chernobyl é considerado o grande mentor da mistura de funk carioca a elementos de outros ritmos eletrônicos e rock: além de ter fundado a banda Comunidade Nin-Jitsu, com a qual atua até hoje, como no fecente Funk da Vuvizela, hit do Youtube, ele produziu a maioria das faixas que flertam com o ritmo de Bonde do Rolê e Edu K, além de remixes pra N.A.S.A e M.I.A.

 

Residente da festa paulistana Crew, que reúne uma elite de DJs que vai de Zegon, Database, Gil Barbara e Mixhell a Gorky e foi eleita, por dois anos, a melhor festa pela Folha de S. Paulo, Chernobyl ainda integra a banda Brollies and Apples, ao lado da namorada Carol Teixeira e do casal indie Bianca Jhordão e Rodrigo Brandão, do Leela.

Atualmente, suas produções são lançadas pela Exploited Records, de Berlim, mas ele já assinou trabalhos para Mad Decent (EUA), Man Recordings (Alemanha), Universal Music (Japão), Trunkfunk (Suécia) e Domino Records (UK). Na Bootie Rio, ele apresenta um set de duas horas só com mashups assinados autorais que mantém sua pista sempre temperada por electro, baile-funk, rock, indie, tropical, fidget, bmore e miami-bass. O DJ já se apresentou em Japão, Suécia, Alemanha, Rússia, França, Ucrânia, Áustria e Portugal, compondo, editando e  remixando praticamente tudo que toca.

 

LUCIO K

 

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Produtor musical e DJ, o residente da Bootie Rio, Lucio K trabalha desde 1998 com a ideologia de misturaras culturas musicais brasileiras e estrangeiras em mashups, remixes e em seus dois álbuns lançados,  SwingSambaLounge (2005) e Misturada (2007).

 

 

 

Além de ter se apresentado no Tim Festival, esteve em cabines pelo mundo em Ibiza, Vancouver, San Diego, Brighton, Londres, Cape Town, Kiev, Barcelona, Bollogna, Milano, Viena e Bristol. Lucio K é especializado em ritmos negros, brasileiros e latinos, e, principalmente, na fusão destes com ritmos eletrônicos.

 

 

 

MIXTAPES


BEST OF BOOTIE RIO I - com faixas de André Paste, Brutal Redneck, Faroff, Leo Justi, Lucio K e João Brasil
http://soundcloud.com/bootierio/best-mashup

MASHUPS 00 vs. 00 (especial pros dez anos de Megazine/Globo) - com faixas de André Paste, Brutal Redneck, Chernobyl, Faroff, Gorky, Leo Justi, João Brasil, Morgoth, Schmolli e The Kleptones
http://bootierio.wordpress.com/2010/05/25/00-vs-00-mashups-dez-mashups-dos-anos-00-para-o-megazine/
 
Mixtape Pizza Samba, apenas com mashups de musica pop e carnaval
http://gemagema.tv/blogs/agemda/?p=16372

 

PARA OUVIR ALGUNS MASHUPS


João Brasil, Michael Jackson e um MPC


Michael Jackson vs. Nirvana vs. Franz Ferdinand

 
Jackson 5 vs. Devo. Nirvana

 

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[Molotov21] Entrevista com produtor de mashups e economista Faroff
09.06.10 09:201 comentário

Brasiliense radicado nos Estados Unidos, Faroff será uma das atrações da segunda edição da Bootie Rio, festa de mashups ultrabombante do talentoso Fabiano Moreira.

 

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Depois da estreia com a dupla A plus D, de San Francisco, a Bootie Rio faz sua segunda edição no próximo dia 11, sexta-feira, no Fosfobox, trazendo ao clubinho de Copacabana Faroff, residente da versão de Boston da Bootie, o líder do grupo Bonde do Rolê, Gorky, e os cariocas Leo Justi, Lucio K, Billy, the Kid e Schlaepfer.

 

Na pista principal, Faroff, Gorky, Justi e Lucio K apresentam apenas material autoral, mostrando o lado inventivo dos produtores brasileiros de mashups. No Fofobar, Billy, the Kid e Schlaepfer executam o repertório de mashups que faz o sucesso da Bootie nas 17 cidades do mundo, em 4 continentes.

 

A festa terá brincadeiras com a clássica série de cinema Star Wars, com duas passistas da Mangueira e um Storm Trooper recebendo o público, sambando, e também em performance durante o set de Faroff, além de máscaras temáticas e outras surpresas.


CANAIS DA FESTA

SITE
http://www.bootiemashup.com/rio/
BLOG
bootierio.wordpress.com
TWITTER
twitter.com/bootierio
FACEBOOK
http://www.facebook.com/home.php?#!/pages/BOOTIE-RIO/402795038326?ref=ts


Próximas datas:

16 de julho - João Brasil, diretamente de Londres + DJ Chernobyl (SP) + Lucio K
13 de agosto - Brutal Redneck (Londrina) + Roots Rock Revolution (SP) + Lucio K

Preços:
R$ 35, na hora
Cem ingressos antecipados a R$ 20 na Reserva de Ipanema (Maria Quitéria 77 loja F - Tel.: 2247-5980)
Lista a amiga a R$ 25, até 1h, e R$ 30, depois, no bootierio@gmail.com, até 18h do dia 11 de junho

 

Para curtir a entrevista e entrar no clima da festa ouça o mashup do produtor Faroff que mistura a trilha de Star Wars a samba e funk no Youtube:

 

 

Star Wars x Funk x Samba

 

 

DJ Faroff
DJ Faroff com máscara de Storm Trooper

Faroff é o nome do projeto musical de Leo Bursztyn, ex-letrista e guitarrista da banda Móveis Coloniais de Acaju. Quando teve que abandonar o grupo, em 2005, para cursar mestrado de Economia, em Harvard, Leo descobriu nas colagens musicais uma forma de continuar a fazer música sem os parceiros. Ele produz mashups de áudio e vídeo, combinando, em uma mesma canção, artistas dos mais diferentes gêneros, sempre em uma roupagem balançante. Mais do que trazer faixas explosivas, seu set é uma experiência audiovisual, com videos editados das músicas usadas sendo projetados.

O produtor é reconhecido mundialmente pela qualidade de suas produções, o que lhe garantiu apresentações em Boston, Nova York, San Francisco, Los Angeles, Brasília e Rio de Janeiro, tocando nos mais importantes eventos de mashups. Sua passagem pelo Rio está incluída em uma turnê mundial com datas nas versões da Bootie em Boston, Nova York e Berlin, além da festa de mashups Mix Mix Gang Bang, de Paris. Faroff é atualmente residente da Bootie Boston, e seus vídeos são um verdadeiro fenômeno no Youtube, aonde já ultrapassaram 500 mil visitas.

 

Quando surgiu o encantamento pelos mashups? Você acha que é uma moda ou as montagens vieram pra ficar?
 
No meio de 2005, me mudei para os EUA (Boston) para fazer um PhD em Economia em Harvard. Assim que tive contato com mashups, em 2006, me encantei. Se não me engano, eu ouvi o álbum "The Beastles", em que o dj BC, de Boston, misturava Beastie Boys e Beatles. Pensei: "é isso que eu quero mesmo". O bacana é que acabei me tornando grande amigo do dj BC e ao longo dos últimos dois anos, fomos os dois dj's residentes da Bootie Boston. As montagens vieram para ficar. São a cara do nossa época. Hoje em dia, tudo se recria, se recicla. O público se apropria da arte do ídolo e a reconstrói. A internet está aí. Os computadores estão aí. Os mashups são elemento simbólico de um processo cultural maior da nossa época. A linguagem da colagem e da mistura está presente em todos os lugares. Globalização cultura é mashup de culturas, Ipad é mashup de mídias. Musicalmente, a linguagem do mashup se consolidou nos EUA e Europa desde 2004 mostrando ser mais que uma moda passageira.

Você foi guitarrista da banda Móveis Coloniais de Acaju até 2008. Porque decidiu sair do grupo?

Em 1998, fundei o Móveis Coloniais de Acaju com mais dois amigos e até 2005, a banda foi minha única atividade musical. Eu era o guitarrista e compositor/letrista do grupo. Naquele ano, fui aceito no programa de PhD em Harvard e não deixei a oportunidade passar. Eu consegui, meio que aos trancos e barrancos conciliar as duas trajetórias até 2008, principalmente ajudando no processo de composição. Mas a banda foi se tornando cada vez mais profissional, o que exigiria uma presença permanente minha no Brasil. Ficou difícil e tive que tomar uma decisão. Naquela altura, em 2008, eu já estava cada vez mais envolvido com os mashups e a decisão foi natural. Manter um pé na música via mashups.

Porque você decidiu se especializar em Economia?

Não tenho a menor idéia. Falando sério, sempre quis entender por que alguns países são pobres enquanto outros não o são, por que a pobreza ainda persiste. Achei que estudar Economia seria um caminho natural. E fico feliz em dizer que hoje minha pesquisa ajuda a desenhar programas de combate à pobreza, inclusive no Brasil.

Você fez doutorado em Economia em Harvard mas sempre foi ligado a música, seja tocando guitarra ou fazendo mashups. Hoje em dia você conseguiria viver só com o dinheiro das festas ou não passa de um hobby?

Sinceramente, acho que poderia viver só com o dinheiro das festas, se decidisse fazer só isso. No entanto, optei, consistente com minha decisão de sair do Móveis, em ser economista e músico. Então eu diria que é um hobby sério. Eu tenho minha carreira de economista (começo em Julho como professor de Economia na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA)) e encaixo a carreira de produtor/dj de mashups. Durante o doutorado, em Boston, fui residente mensal da Bootie Boston. Viajei para tocar em Nova York, Los Angeles, San Francisco, Brasil. Ou seja, sempre dá tempo de produzir e tocar. Em Agosto, começo minha residência na Bootie Los Angeles. Em Julho, toco em Berlin e Paris. Os convites para tocar estão sempre aí, e eu fecho com os que me interessam mais. Por exemplo, na Europa, optei por fazer apenas duas datas em cidades que eu adoro e ter tempo para descansar e tirar férias, ao invés de encaixar dez datas em duas semanas. Com as duas datas, pago minha viagem e ainda sobra uma grana para me divertir.

Sou um grande fã de Star Wars e, pelo que me parece, você também. Você sempre quis fazer essa brincadeira com o filme ou foi uma ideia que surgiu de repente?


Essa ideia surgiu na época em que fui preparar meu primeiro video-set, em 2009. Eu queria ter algo bem brasileiro e ao mesmo tempo universal. Lembrei de uma vez em que vi o Lucio K botando um pancadão no tema do Star Wars num set live dele e senti que esse era o caminho. Ou seja, a "culpa" é do Lucio! Resolvi botar uma batucada de samba (que é a linguagem mais "brasileira" por excelência) e depois colocar uma batida de baile funk (pois é a linguagem mais pista genuinamente nossa hoje). O vídeo veio junto. O pessoal no exterior fica louco, haha.

 

 

Categoria: Entrevistas
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