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[Já viu?] 279 filmes - "Incêndios".
28.03.11 00:20Deixe seu comentário

O cinema canadense é uma incógnita pra mim. Ao mesmo tempo que tem diretores geniais como Atom Egoyan e Guy Maddin, tem uns caras meio truqueiros tipo o Dennis Arcand e um monte de outros que fazem filmes que parecem brasileiros de terceira linha.

 

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Daí achei estranho esse "Incêndios" mega hypado, indicado ao Oscar de filme estrangeiro, cheio de prêmios, fui ver com um pé atrás.

 

E quase caí de cara no chão!

 

Depois de tantos dias postando sobre filmes porcarias aqui, fico feliz em falar de uma obra prima como esse "Incêndios", filme obrigatório, um dos melhores do ano!

 

O filme começa com um casal de irmãos gêmeos ouvindo um advogado ler o testamento de sua mãe recentemente morta.

 

Ela deixa tudo pros filhos e pede pra ser enterrada nua, de rosto pro chão, sem caixão e sem lápide, enquanto umas pendências não são resolvidas. E assim uma carta deve ser entregue ao pai dos gêmeos e outra ao irmão mais velho dos gêmeos. Só que eles não sabiam que tinham um irmão mais velho e nem sabiam que seu pai estava vivo.

 

A mãe morta e seus filhos eram imigrantes no Canadá e sua filha, contra a vontade do irmão, parte para seu país de origem em busca da verdade e em consequência, da história de sua família.

 

Claro que eu não vou contar a história toda do filme, mas vou falar de como o diretor Denis Villeneuve nos conduz por um caminho de drama, superação, sofrimento, medo, no meio de um mundo em guerra santa, onde cristãos e muçulmanos se matam e se vingam e não poupam muitas vezes nem os velhos nem as crianças.

 

A menina vai descobrindo que o pouco que ela sabia sobre a mãe de fato não era verdade e quanto mais ela não sabe das coisas, mais ela quer saber e tentar entender a história de sua família e de onde veio.

 

Essa busca por suas raízes vai acabar mostrando que na vida, na maioria das vezes, o que nos mostram é uma coisa, mas quando descobrimos a verdade nem sempre (quase nunca) estamos preparados pra tal.

 

A mãe, guerrilheira, assassina, mulher forte, sofredora, doida até, acha que tudo o que está fazendo é por amor, inclusive quando pede que seus filhos procurem seu pai e seu irmão, mas de novo, às vezes o que as pessoas acham da gente, que talvez sejamos fortes o suficiente pra enfrentarmos verdades nuas e cruas, muitas dessas vezes as pessoas se enganam a nosso respeito e nos dão socos no estômago e na cara sem que a gente veja vindo.

 

E sim, eu tô falando do filme. Preparem-se pra uma aula de como contar uma história e preparem-se pro melhor final de filme dos últimos anos.

 

Ouch!

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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[Já viu?] 296 filmes - "Darling".
11.03.11 17:03Deixe seu comentário

A musa Julie Christie ganhou um Oscar por seu papel título em "Darling", esse filme queridinho de 1965, que conta a história de uma periguete barra modelo na swinging London dos anos 60, dormindo com quem quer que seja pelo sucesso.

 

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O filme de John Schlesinger ainda tem os ótimos Dirk Bogard e Laurence Harvey pra completar o time principal de atores.

 

Diana Scott é a menina bonita que dá em cima dos caras certos, acaba com casamentos, começa outros, sofre, dança, ri, se diverte e aos poucos vira um sucesso como modelo publicitário.

 

A história me lembrou um pouco a de Grace Kelly, a estrela de Hollywood com fama de mega periguete que um dia conhece o príncipe de Mônaco, se casa e vira princesa. Diana no filme passa por isso, um dia filmando na Itália um comercial de chocolate, conhece um príncipe que se apaixona por ela e eles se casam.

 

E nem mesmo o príncipe faz o facho dela apagar.

 

Mas antes disso ela se diverte no auge da Londres dos anos 60 e em Paris com toda a loucurinha e as experimentações de vários tipos que rolavam na época.

 

De novo, senão por nada, o filme vale pela atuação perfeita de Julie Christie.

 

Veja a cena onde ela briga com seu marido, que descobriu uma mentira gigante e a chama de puta!

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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[Já viu?] 297 filmes - "In The Heat Of The Night".
10.03.11 15:051 comentário

Se não por mais nada, "In The Heat Of The Night" é o filme pra você (como aconteceu comigo) se apaixonar ainda mais pelo ótimo Rod Steiger. O cara faz um xerife mega durão de uma cidadezinha preconceituosa do sul dos EUA chama Sparta.

 

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Quando um "preto vestido de branco" é preso suspeito de assassinar um ricaço, ele descobre que o tal negro é o melhor investigador de homicídios da polícia de Filadélfia e pede sua ajuda, contra tudo e contra todos.

 

Ah, e o negro é ninguém menos que Sidney Poitier.

 

O roteiro é ótimo, um filme policial bem amarradinho com essa dupla principal quebrantdo tudo. E além disso a trilha é genial. O filme começa com a música do mesmo título do filme cantada por Ray Charles e daí vai.

 

A coisa mais bacana do filme pra mim, já me repetindo, é o xerife de Steiger. Personagem criado com carinho, com detalhes absurdos: ele masca chiclé o tempo todo, uso óculos ray ban amarelos, diferentes dos usados pelos seus subordinados, tem um poder enorme e ao mesmo tempo é o cara que aos poucos vai se aproximando do personagem de Poitier, à medida que este vai ganhando sua confiança.

 

Esse é o tipo de filme com tiradas mega preconceituosas, politicamente incorretas, que se por exemplo fosse refeito hoje em dia teriam trabalho em mudar isso tudo. Em tempos bestas que vivemos de caretice, tomei uns sustos com umas atitudes e frases de alguns dos personagens dos filme. Brilhante.

 

Aulas de interpretação de todo o elenco dirigido muito bem por Norman Jewison, esse filme deveria ser matéria obrigatória em muitos dos cursos que se espalham por aí. E só pra confirmar, o filme ganhou 5 Oscar: filme, ator pro Steiger, edição, roteiro e som.

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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[Já viu?] A resposta do Banksy ao (não) Oscar.
09.03.11 22:23Deixe seu comentário

E o Banksy reapareceu "falando" dos Oscar, mas não mais em Hollywood e sim em Weston, UK.

 

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Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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[Já viu?] 298 filmes - "Educação".
09.03.11 16:17Deixe seu comentário

No melhor dos sentidos, esse "Educação" é sim uma comédia romântica. 

 

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O filme conta a história de uma menina de 16 anos que mora nos arredores de Londres e que se encanta por um homem mais velho que a leva e restaurantes bacanaas, shows de jazz, leilões, tudo isso nos anos 60, onde o sonho maior dela é entrar em Osford para ser professora de inglês.

 

Mas ela já queria mais e com a possibilidade desse homem, se anima mais ainda.

 

O roteiro do filme foi escrito pelo ótimo Nick Hornby e é um primor, redondinho, sem muita firula. Na verdade para o filme nem deveria ser mesmo.

 

O homem mais velho é o bom Peter Sarsgaard mas todos os méritos do filme vão para a GENIAL Carey Mulligan. Esse é o filme que a catapultou para a fama (adoro esses termos de críticos de cinema). Ela nem é tão novinha, mas tem cara de menina e o melhor, uma cara ótima, linda demais e uma grande atriz.

 

Depois de receber um monte de prêmios por essa atuação, inclusive indicação ao Oscar, Carey hoje já está em Hollywood escolhendo quais filmes ela quer fazer e isso é ótimo, porque eu quero mais é vê-la nas telonas.

 

Mas voltando ao filme, "Educação" é daqueles filmes de passagem de idade, de educação sentimental, onde as pessoas crescem às custas de algumas coisas e por causa de descobertas. 

 

A personagem de Carey, Jennny, tem uma família bacana e engraçada, seu pai tanto quer que ela entre em Oxford quanto quer que ela se case com o homem mais velho. Sua mãe é passiva, mas nas conversas sempre alfuneta o marido dizendo da vida que ela tinha antes do casamento. E com isso a filha percebe onde não quer parar.

 

Ela tem um "namoradinho" que quando vai a sua casa leva "uma banho" do pai dela, numa daquelas situações do adolescente que quer se mostrar para os pais da namorada e acabam fazendo tudo errado. Já o mais velho tira tudo de letra, inclusive inventando histórias para levar a adolescente numa viagem de fim de semana.

 

Com tudo isso ela vai ganhando confiança, vai se deixando levar e o pior, não só ela mas também seus pais entram e se vão na história.

 

"Educação" é daquelas jóias, bem filmado, bem iluminado, história bem contada, com elenco perfeito. De se rever algumas vezes.

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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[Já viu?] Live blogging da entrega do Oscar.
27.02.11 20:453 comentários

1h30 - e o Spielberg entregando prêmio de melhor filme pra "O Discuro do Rei". Montaram todos os filmes com o off do próprio discurso, meio rude, mas foi lindo.

 

1h18 - Sandra Bullock , bonitona, e os atores. O legal é que tem um papo sobre os caras. E quem ganha é o Colin Firth. Desculpa, mas ninguém melhor que ele esse ano.

 

1h10 - Jeff Bridges, meu herói, velhinho, com clipes dos filmes de todas as atrizes, dando Oscar de atriz pra Natelie Portman, claro. Merecidíssimo. Chorando, fofa, gravidona.

 

1h04 - Annete Bening, eu te amo.

 

1h00 - Hillary Swank apresentando Kathryn Bigelow pra dar Oscar de diretor. A muié ganhou Oscar mas não sabe se vestir. E quem ganha é Tom Hooper. Minha aposta.

 

0h42 - Jennifer Hudson, Florence e a Gwyneth cantando as coisas chatas.

 

0h30 - Jude Law e o Homem de Ferro apresentando efeitos especiais e ganha "A Origem", obviamente! E edição ganha "A Rede Social".

 

0h26 - Billy Cristal? Mas ele tá engraçado.

 

0h19 - Oprah vai entregar o prêmio de documentário! Ai ai ai. O Vik Muniz tá lá. Mas ganhou o "Trabalho Interno", falei dele essa semana. É bom mas é chatinho. Que bosta!

 

0h18 - o autotune arrasando no Oscar.

 

0h11 - Jake Gyllenhall e Amy Adams LINDOS apresentam os curtas documentários e ficção. Esses eu não vi nenhum.

 

00h01 - Kevis Spacey, cantando, apresenta canção. O saco é o povo cantando. Pra que mesmo?

 

23h57 - Figurino ganha "Alice", merecidamente.

 

23h54 - Cate Blanchet, linda obviamente dá o Oscar de maquiagem pra "Lobisomen", um dos piores filmes da vida, mas o make é fodão.

 

23h53 - Marisa Tomei tadinha, né? 

 

23h45 - 2 michês entregando o prêmio: Scarlett Johanson e Matthew MacCounecu entregando edição de som direto pra "A Origem" com beijo lesbiano e tudo. E edição de som foi pra "A Origem" também. Yeah.

 

23h39 - Hugh Jackman e Nicolle Kidman apresentando som: Trent Reznor ganha com o Atticus Roz pro "Rede Social". E o Trent é o cara mais fodão de todos.

 

23h29 - a Reese linda e chata entregando Oscar de ator coadjuvante pro Christian Bale, obviamente. Como eu escrevi no meu post, as únicas coisas boas do filme são os coadjuvantes.

 

23h25 - os atores de Arthur estão apresentando o Oscar de filme estrangeiro e ganhou o dinamarques "In A Better World" da chata da Susanne Bier.

 

23h24 - James Franco tá de drag. arrasando.

 

23h23 - tive que dar uma "saidinha" e foram premiados "Toy Story 3" como melhor animação, "Rede Social" como roteiro adaptado e "O Discurso do Rei" como roteiro original. Yay!

 

22h50 - Kirk Douglas todo cagado, sem conseguir falar direito, apresentando Oscar de atriz coadjuvante. bonitinho, mas meio preguiça. Chato. E ganha Melissa Leo, de "O Vencedor".

 

22h46 - Tom Hanks entrega prêmio de fotografia pra "A Origem".

 

22h44 - Tom Hanks apresentando, com cara de bobo, o prêmio de Direção de Arte pra "Alice" do Tim Burton. meu preferido.

 

22h41 - Anne Hathaway tá muito bem e o James Franco tá estranho, nervoso pra caralho. Ano que vem ela deve voltar e ele não.

 

22h31 - olha o Oscar copiando o MTV movie awards com essa edição, mas é muito bom, James Franco e Anne Hathaway no meio dos filmes favoritos.

 

22h22 - o Oscar já tá atrasado, imagina o que não vem por aí. Tem um monte de gente linda e bem vestida, mas que no fundo é um bando de ator maconheiro, néam? Vamoae!

 

21h12 - chatinho demais esse tapete vermelho... mais do mesmo...

 

20h47 - começando os trabalhos, com cerveja, pipoca e sorvete na casa da Dani, por enquanto vendo a mulherada no tapete vermelho no E! com a pior dubladora do universo!

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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[Já viu?] O Oscar e os piores do ano.
27.02.11 17:101 comentário

Hoje ue vou dar um tempo no meu "1 filme por dia esse ano" e vou falar de Oscar, que vai ser entregue mais tarde.

 

Pra começar, umas fotos dos indicados ao Oscar:

 

As Atrizes

 

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Os Atores

 

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Todos os indicados

 

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E depois os piores do ano: ontem saiu a lista dos vencedores dos prêmios Raspberrys, os Razzies, as Framboesas de ouro, que são dados aos piores filmes do ano. Nada muito diferente do que já sabíamos, confirmando o Shyamalan como o pior e mais pretensioso diretor em atividade e também o "Sex And The City 2" como um lixo (parece que meu post de ontem detonando o Sex And The City foi premonitório). Ano passado, Sandra Bullock foi ereceber seu prêmio de pior atriz um dia antes de ganhar o Oscar como melhor atriz, mas em filmes diferentes, pelo menos. A ver: 

 

Pior Filme: “O Último Mestre do Ar”

Pior Ator: Ashton Kutcher, “Killers” and “Valentine’s Day”

Pior Atriz: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis, Cynthia Nixon “Sex and the City 2″

Pior Atriz Coadjuvante: Jessica Alba, “The Killer Inside Me,” “Little Fockers,” “Machete” and “Valentine’s Day”

Pior Ator Coadjuvante: Jackson Rathbone, “O Último Mestre do Ar”, “Eclipse”

Pior Uso de 3D: “O Último Mestre do Ar”

Pior Dupla ou Elenco: Todo o elenco de “Sex ad the City 2″

Piior diretor: M. Night Shyamalan, “O Último Mestre do Ar”

Pior Roteiro: “O Último Mestre do Ar” escrito por M. Night Shyamalan

Pior remake ou continuação: "Sex And The City 2"

 


Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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[Já viu?] 313 filmes - "O Discurso do Rei".
22.02.11 20:59Deixe seu comentário

Sim sim sim, "O Discurso do Rei" é (eu pasmado) meu filme favorito dos que disputam o Oscar.

 

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Gosto sim de "Cisne Negro", de "A Origem", de "Bravura Indômita", até do "Toy Story 3", mas esse filme inglês me deixou de queixo caído.

 

O filme conta a história de George VI, o rei que foi porque seu irmão mais velho, sucessor ao trono, trocou a coroa por uma americana e pela vida boa. Isso já daria uma história boa de ser contada, mas pra piorar (ou melhorar cinematograficamente) a situação, George VI era gago. 

 

 

O cara foi o pai da atual rainha inglesa, a Elizabeth, marido da rainha mãe, a amante do gin tônica que morreu há pouco. E reinando logo depois da Segunda Guerra mundial, com o país aos frangalhos, tinha que passar confiança a todo um reino, porque o Reino Unido não era só formado pelos países da ilha de Albion, mas por países que se espalhavam pelos 4 cantos do mundo, como a gente vê na cena do principal discurso do rei.

 

O filme conta magistralmente a história das aulas que o então príncipe recebia para tentar melhorar a gagueira: sua esposa (Helena Boham Carter dando um show), depois de tentar tudo que lhe indicam, acha um médico/professor (vivido pelo ótimo Geoffrey Rush) que dá aulas a um príncipe fragilizado por ser gago e por ser o segundo da linhagem de trono, alguém que nunca vai chegar lá e não está tão preocupado com isso, como ele mesmo diz. Ninguém melhor do que Colin Firth para esse papel, o ator que sempre tem cara de bobo, de janotinha, de sem graça. Mas um ator menor não conseguiria segurar toda a onda e dar a volta por cima.

 

O diretor Tom Hooper se mostra um geniozinho da decupagem, do movimento de câmera e do enquadramento. O futuro rei, o personagem principal do filme, sempre está no meio do quadro, enquadrado como numa moldura, já todos os outros personagens sempre estão nos cantos, súditos da película.

 

Firth nunca foi dos meus atores preferidos, talvez por essa vibe bunda mole dele. Mas ele não poderia ter encontrado melhor personagem que um prícipe inglês bunda mole para brilhar. Prícipe que sem uma mulher forte e determinada como sua esposa, provavelmente não teria chegado onde chegou. E o diretor Hooper faz questão de mostrar o poder que a rainha tinha e achou a perfeição em Helena.

 

Pra completar, só babar um pouco sobre Geoffrey Rysh, o australiano que rouba quase sempre os filmes que faz, mas nesse caso, o brilho do rei o ofuscou, mas não minando o seu próprio brilho no filme.

 

De novo, Tom Hooper é meu mais novo ídolo, um diretor que se mostra inventivo, firme e ao mesmo tempo discreto, sem querer aparecer demais. 

 

Ah, e tenho quase certeza que a cena que vão mostrar quando indicarem o nome de Colin Firth no Oscar vai ser a cena da preparação vocal do Rei no final do filme, para seu grande discurso, digna sim de todos os prêmios que vem arrebatando.

 

 

Só um adendo bizarro: hoje me deparei pela internet com uma descoberta absurda, de que a locação do cenário principal do filme já foi usada num filme pornô gay inglês! É engraçado ver que o cenário mais bonito do filme já existia antes, foi um trabalho a menos para o diretor de arte. Se quser ver a comparação, clique aqui, mas saiba que é absolutamente NSFW.

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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