Continuando o tema sobre cabelos (ando num tal de reciclar temas, néam? sorry), tem um trend circulando por aqui que vai deixar o emo (ou clubber) dentro de cada um de nós muito feliz.
Lembra quando comprar um potinho de tinta azul (ou rosa, ou verde) da Manic Panic na Galeria Ouro Fino era o ÁPICE DO COOL há 10 anos atrás? Pois os tubinhos da cor do arco-íris estão a beira de um mega-revival, e dessa vez sem se anexar a nenhuma tribo teenager para tal.
Desde que Katie Shillingford, fashion editor de um dos nosso periódicos Londrinhos favoritos Dazed & Confused, apareceu nos últimos shows de Paris com as pontas dos cabelos mergulhadas em tons de azul-marinho e preto, a blogolândia pirou. Será que dá pra ser chic e ainda pintar o cabelo de uma cor impossível? Ô, se dá.
Pois a técnica desse estilo em inglês se chama Dip-Dye - exatamente isso, mergulhar na tinta - e em francês Ombré, que segundo o Google Translate significa "sombrear", uma técnica também usada em tecidos. A idéia é parecer assim mesmo, como se a tinta tivesse derretendo, desbotando, quase *sangrando* do cabelo (ih, lá vem as referências vampirescas...). Assim como cabelo com aparência de sujo, a idéia é parecer meio descuidado, despreocupado, meio tenho-mais-o-que-fazer-do-que-retocar-a-raíz.
E desde setembro, várias interpretações interessantes apareceram (prometo que não vou falar da Lady Gaga). Modeletes ao redor do mundo estão adotando o look fora do trabalho, incluindo as darlings do momento Lara Stone, Lily Donaldson, e Anastasija Kondratjeva que saiu direto da passarela de Proenza Schouler ss10 com o cabelo esfregado no roxo pálido e não tirou mais.
*Luigi Moreno pra A Magazine
Ah, e claro, uma hora ou outra as celebs adotam também, sendo a mais recente adepta Drew Barrymore, que estreou como diretora em Toronto usando estilo dois-tons, mais dividido - tipo SUPER "Take My Breath Away." Ou vai dizer que você não lembra do vídeo da trilha sonora do filme Top Gun? A vocalista da banda Berlin, Terri Nun, já tava ahazando com esse look dois tempos a duas décadas atrás. O que prova que existe uma linha tênue (literalmente) entre o cool e uó. Mas deixo isso pra vocês julgarem.
*foto do começo: Lazybones_Photography no flickr
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.
ATENÇÃO: O POST A SEGUIR É EXTREMAMENTE MULHERZINHA. NÃO NOS RESPONSABILIZAMOS POR EVENTUAIS CONSEQUÊNCIAS. OBRIGADO.
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Enquanto está todo mundo no Brasil aliviado (imagino eu) de poder arquivar aquela jaquetinha de inverno pelos próximos, ahm, 10 meses, aqui é ao contrário. É em outubro que todo mundo faz cara de resignado e começa a desenterrar os couros e as lãs pra usar por LONGOS 6 meses - isto é, a não ser que como eu, você seja um imigrante de um país tropical e programe suas férias na terra-natal pro meio do invernão.
Mas enquanto não fazemos o longo vôo migratório pro hemisfério sul, continuamos em winter mode, acalentando a idéia de passar dezembro e janeiro de havaianas nos pés e obcecando com dicas pra compensar a falta de cor e luz que nos atormenta nessa terra cinzenta.
Revirando minhas caixas de aviamentos (nunca pensei que fosse ter isso... "caixas de aviamentos"), achei rolos de lã rosa-choque comprados num inverno de outrora.
Eu não sei tricotar. Eu juro que tentei aprender, principalmente depois que a recessão desencadeou uma onda de "artesanato-cool" no país, fazendo com que todo mundo redescobrisse o prazer de FAZER coisas ao invés de comprar prontas. Mas, você vê, cada um com seus talentos, e se têm uma coisa que a experiência me ensinou, é que eu definitivamente não possuo os genes artísticos que fazem pessoas sentir PRAZER em tricotar ou, sei lá, cozinhar.
Então o que alguém com a paciência e atenção de uma criança de 5 anos com DDA pode fazer nesse caso? Simples: POM POMs.
Eu SEMPRE odiei pom-poms. Pom-poms são coisas fofas que avós, bebês e menininas que participam de feiras hippies adoram. Ou pelo menos era essa a minha impressão até fevereiro passado, quando o designer Indiano-inglês Ashish apresentou sua coleção ULTRA-colorida de outono-inverno 09/10, CHEIA de pom-poms. E aí as tais bolinhas felpudas grudaram no meu subconsciente.
De repente, POM-POMs perderam o status artesanato-de-senhora e ganharam TODA uma atitude rebelde! Ah,tá, assim vai.
Então, resolvi fazer os meus, seguindo esse videozinho aqui . Mas como dito anteriormente, paciência é um fator limitante e só consegui fazer quatro. Não foi o suficiente pra fazer uma versão do moletom Ashish, mas foi o suficiente pra decorar umas sandálias de lona velhas que eu comprei de um vendedor de rua por £1. Armada de tinta spray (que explodiu na minha mão depois e me deixou com unhas pretas por 4 dias), linha e agulha, o que era isso...
... virou isso!
Se vai dar pra usar isso no verão de 35 graus do Brasil sem correr o risco de desenvolver uma urticária no pé, é outra história.
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Parece que fakes, quem diria, continuam tendo seu momento fashion esse ano. Depois dos logos DIY, cool mesmo agora é ter fake tattoos - só que em vez de sair das ruas, esse micro-trend vem direto das passarelas.
Nessa última temporada Rodarte desenhou a caneta tattoos Maori nos braços das modelos, Gaultier se inspirou nas culturas de rua e Chanel - ah, Chanel - botou decalques das icônicas correntes e pérolas típicas da marca nas pernas e pulsos das modelos.
O The Clash, sempre na frente CLARO, teve seu momento fake tattoo de canetinha a alguns meses atrás, e já estamos devidamente nostálgicos pelos *tatuadores de rua* que costumavam desfalcar turistas em cidades de praia. Marcas de chiclete que tenham decalques interessantes também são bem-vindas. Será que a Ping-Pong envia pra Europa? :P
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Essa entra pra categoria "ironias-do-destino-fashion-favoritas." Se você, fashionista pobre, não consegue sobreviver mais um dia sem sair na rua portando seu logo francês favorito, mas também se recusa a gastar seus centavos em uma versão barata da original (uma "Luís Vintão" como diz meu sogro), seu problema tem solução: faça a logo você mesmo!
Não custa mais do que o preço de uma canetinha, e além de mostrar que você tem senso de humor, de quebra você passa a perna na maldita marca em si com seus preços exorbitantes E nos mafiosos vendedores de cópias imprestáveis.
Pontos extras pra quem botar o logo nos objetos mais mundanos e baratos que encontrar! (esses dias vi na rua alguem carregando um TUPPERWARE de comida indiana "da Chanel").
E viva os DIYs!
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A Inglesa Fee Doran, mais conhecida como Mrs Jones, é uma das stylists mais inspiradas do mundo fashion. Não só pelo fato de ser responsável pelos looks de alguns dos vídeos mais reconhecidos no mundo, entre eles o macacão branco decotadíssimo de Kylie Minogue em Can't Get You Out of Head, a jaqueta militar de penas de Brandon Flowers do The Killers, e outras bizarrices usadas por Scissor Sisters, Goldfrapp e Madonna. Mas por que ela tem revolucionado o conceito de DIY e reciclagem de roupas. Com a cabeça sempre bombando de idéias, ela consegue transformar qualquer pecinha bagaça em um super modelón cheio de estilo - e sem muita firula. Descoberta pela namorada de uns dos membros do Duran Duran no Portobello Market, Fee largou uma bem-sucedida carreira de DJ nos anos 90 pra mostrar ao mundo que moda nada mais é que uma invenção divertida da cabeça de quem usa.
Foi por isso que a ONG gigante Oxfam contratou a moça pra dar uma identidade cool a sua primeira butique de roupas reformadas/recicladas/refeitas em Camden Town. Tendo acesso ao enorme galpão onde milhares de roupas são rejeitadas todo dia, Mrs Jones tirou de lá matéria-prima pra criar uma coleção de peças únicas e absolutamente rock'n'roll. E agora aproveita pra ensinar o público a viajar dentro do próprio guarda-roupa com workshops dentro da loja e de festivais ao redor do país.
Entre um festival e outro, Mrs Jones bateu um papo com The Clash:
Parabéns pela sua parceria com a Oxfam DIY, muito inspirador! Como tem sido a colaboração? E como foi Glastonbury?
Tem sido brilhante, muito trabalho pesado mas que vale muito a pena, então não me importo. Aliás, eles tem sido os melhores clientes que eu já trabalhei - talvez porque meus clientes normalmente são popstars. Glasto foi a cobertura no bolo! Tanta gente legal se envolveu com o lance de DIY, as idéias voavam da tenda da Oxfam.
O mundo das celebridades é dominado por stylists que só querem "acertar" no look em vez de serem criativos e inspiradores. Você acha que vai rolar um movimento de contra-ataque em breve?
Qualquer um que tenha "bolas", eu acho. Eu cresci amando Blondie, Grace Jones, Roxy Music, Queen, Run DMC. Eu gosto de tanta coisa que é difícil dizer meu favorito, e o mesmo é com meus clientes - apesar de que se não fosse a Kylie acreditar em mim, eu não sei aonde eu estaria hoje.
Tem alguém na mesma área que você admira?
e é diretor de video-clips, e (rei do beatboxing) Beardyman. Tudo o que eles fazem é divertido. Acho que talento e senso de humor são ingredientes essenciais, que misturados viram inspiração.
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Eu não sei vocês, mas eu tenho pena de jogar roupas fora. Obviamente roupas enjoam, e de uns tempos pra cá, toda a vez que eu olhava pro meu armário (ou mehor, arara - eu não tenho guarda-roupa, gosto de ter tudo á vista) eu via um número enorme de peças que eu carrego a anos por sentimental value e nunca uso. Até o dia que eu tive uma crise e resolvi fazer uma limpa, separando todas essas peças em duas pilhas : pra doar e pra atualizar. Sem pena, sem medo de ser feliz.
Assim as que não foram parar na lojinha de caridade, entraram na faca - ou melhor, no alvo do seam ripper (não sei o nome em português. Algo como rasgador de costura. O google traduziu como "estripador de costura." Achei o máximo. Foi mais ou menos esse o espírito que usei nas peças abaixo.) Resolvi copiar alguns dos meus designers favoritos, e apesar de não ter sido a idéia mais simples e rápida do mundo, foi fácil de sentar na frente de um filme ou no odioso transporte público Londrino e cometer homicídio fashion.
DIY 1: Tricô desfiado.
A inspiração pra esse veio da californiana Rodarte, da coleção inspirada em filmes de terror japonês. Muito apropriado pra essa tarefa. Simplesmente peguei o *estripador" e desfiz uma fileira perto da barra. Daí é só ir puxando com a mão até abrir tudo em várias direções.
E na foto ele foi usado de trás pra frente (clique nas fotos pra ver o detalhe)
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DIY 2: Jeans patchwork
Esse obviamente não foi só no *estripador,* teve um pouco mais de trabalho. Inspirado na coleção que nem saiu ainda da estilista Ann-Sofie Back pra marca sueca Cheap Monday, foi outra idéia boa pra dar uso aos retalhos vintage que ficam espalhados pela casa. Dá pra fazer tudo na mão - mas rasgar "bonito" daquele jeito leva umas boas horas.
DIY 3: Regata slashed
E essa veio da Topshop, que anda com as antenas ligadíssimas no lance punk de picotar as próprias roupas. Mas por que comprar a coisa pronta quando se pode roubar a regata velha do namorado (ou irmão, tio, avô, whatever) e tesourar sem medo? Só passar uma costura no meio pra dar o efeito de esqueleto, e BAM, você está pronta pra assustar o povo nas ruas. :)
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SIM, você está enxergando direito. Isso aí do lado é uma gola palhaço removível. Ou assim ela foi nomeada, a hora que ficou pronta. Esse é um dos primeiros projetos DIY (um hábito que a blogolândia fashion emprestou dos punks e nunca mais devolveu) que eu resolvi me engajar a uns meses atrás, e que vai virar mais regra do que excessão nesse blog.
E por que eu escolhi fazer uma coisa assim, tão... estrambólico?
Seguinte: a maior parte do meu tempo eu trabalho com roupas vintage, vendendo numa boutique virtual e pra clientes particulares, ou alugando/cedendo pra stylists. Mas sabe como é: por mais que a moda vai e volta e "faz releituras" de outras décadas, um vestido ou jaqueta de 20, 30 anos as vezes tem um shape que não se encaixa exatamente nos padrões de hoje, e, como a gente aqui te
m que pagar as contas, eu cato a tesoura e dou uma *atualizada* na peça em questão. De tanto eu fazer isso, acabou que eu comecei a acumular pilhas e pilhas de tecidos, todos com estampas e texturas fenomenais - e eu não podia ser louca de jogar fora.
Daí um dia folheando uma dessas Grazias da vida, me deparei com essa imagem. Póin! Que idéia brilhante! Uma gola removível que pode ser usada de MIL E UMA maneiras! E que deve consumir VÁRIAS sobras de tecido! Achei uma solução! \o/
Well, não saiu exatamente como o esperado por vários motivos, entre eles a falta de mobilidade dos tecidos usados (esse ai' do lado e' feito de chiffon, fininho, e o meu foi feito com vários tipos de polyester vagabundo) e a total incompetência da minha parte em termos técnicos (eu nunca estudei costura. Me deixa). Mas, overall, acho que dá pra brincar com os looks e jogar em cima de camisetas, vestidos, qualquer (arrãm) babado. Ou no mínimo, vai dar um ótimo cachecol quando bater o frio.
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.































